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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Não Seja cúmplice da Mentira

Espírita não vota em esquerdistas.
 

Esta técnica foi publicada no site Ludwig Von Mises Brasil, e se refere a um recurso que todo e qualquer esquerdista sempre utiliza em um debate para tratar das propostas da direita. (E, enquanto isso, a direita não revida adequadamente)
Segundo o texto, quando alguém da direita defende uma sociedade livre da coerção estatal, esquerdistas apelam para o lançamento de uma série de hipóteses “desumanas”, as quais, segundo eles, seriam frequentes em um ambiente sem a mesma coerção estatal.
Exemplos:
  • “Sem saúde pública, o que ocorrerá a um sujeito pobre que ficar doente, não tiver plano de saúde, e não conseguir convencer amigos, familiares ou instituições de caridade a pagarem por seu tratamento?”
  • “Sem educação pública, como os pobres irão se educar?”
  • “E se um idoso for fraudado por uma empresa de previdência privada e os criminosos desta empresa desaparecerem com todo o seu dinheiro?”
  • “E se uma criança pobre estiver morrendo de fome nas ruas, e ninguém se oferecer para alimentá-la?”
  • “E se um sujeito sem instrução e sem nenhuma habilidade prática não conseguir arrumar um emprego, quem irá ajudá-lo?”
Como o site diz, quem é contra o estado inchado sempre é obrigado a se defrontar com esses questionamentos. Se for ingênuo e dizer “Ah, isso não é problema meu!”, o esquerdista capitalizará politicamente.
Só que o esquerdismo, defendido pelo oponente, é parte vigente da sociedade atual, que é repleta de injustiças e atrocidades mesmo em um cenário onde pagamos um absurdo de impostos.
A sugestão é que contra os esquerdistas sejam lançados questionamentos para contrangê-los também.
Exemplos:

  • “E se o Congresso aprovar uma lei injusta, o presidente sancioná-la e o Supremo Tribunal impingi-la?”
  • “E se o governo decretar que é proibido trabalhar em troca de um determinado valor salarial?”
  • “E se o governo proibir a concorrência em determinados setores da economia?”
  • “E se o governo quiser desarmar a população?”
  • “E se o governo for leniente com sequestradores, assassinos e grupos terroristas ideologizados?”
  • “E se o governo estipular que as empresas devem contratar de acordo com critérios de cor e preferência sexual, e não de competência?”
  • “E se o governo decretar que determinadas opiniões são proibidas, sendo passivas de encarceramento?”
  • “E se o governo estipular que apenas seus empresários favoritos podem receber subsídios e atuar em determinados mercados?”
  • “E se o governo resolver desapropriar moradores pobres para construir ruas, estradas ou complexos esportivos nesses locais, favorecendo suas empreiteiras favoritas?”
  • “E se o governo decidir encarecer a importação de produtos de qualidade?”
  • “E se o governo estipular regras e burocracias que dificultem sobremaneira o empreendedorismo?”
  • “E se o governo decretar que apenas os seus serviços de segurança e justiça podem ser utilizados?  E se estes forem ruins?”
  • “E se os integrantes do governo praticarem corrupção?  Quem irá puni-los, uma vez que os serviços de justiça foram decretados monopólio estatal?”
  • “E se o governo assumir o controle da educação, determinando os currículos das escolas e das universidades, tornando a população mais imbecilizada?”
  • “E se o governo assumir o monopólio da moeda e decidir inflacioná-la continuamente, destruindo a poupança dos trabalhadores?”
  • “E se o governo aumentar continuamente o confisco da renda dos cidadãos para repassar o butim à sua própria burocracia e a grupos de interesse politicamente bem organizados?”
  • “E se o governo me recrutar compulsoriamente e me enviar para uma guerra injusta, e eu sofrer uma morte horrenda e dolorosa?”
  • “E se aquele pobre para quem o governo dá esmolas resolver gastar todo o dinheiro com cachaça, cigarro e jogatina?”
  • “E se uma pessoa se entregar a um estilo de vida nada saudável e onerar a saúde pública?”
  • “E se o governo decidir encarcerar pessoas pelo simples fato de elas injetarem determinadas substâncias em seus próprios corpos?”
  • “E se uma pessoa, levada pela certeza de que a Previdência Social cuidará dela até sua morte e que o governo lhe dará todos os remédios necessários, se entregar a um estilo de vida pouco saudável e ter uma velhice inválida e sofrida?”
  • “E se o governo decidir que eu sou obrigado a financiar programas dos quais discordo moral e eticamente?”
  • “E se o governo decidir mandar para a cadeia todos aqueles que não lhe pagarem tributos?”
Como o texto diz, a partir do momento em que começa um jogo de “e se”, realmente é difícil parar de imaginarmos hipóteses. A capacidade de gerar hipóteses que gerem constrangimento ao proponente de qualquer sistema é praticamente infinita.
A regra deste método é: quando alguém faz uma proposta, é também co-responsável pelos efeitos colaterais desta proposta. Deve-se, portanto, divulgar em público os efeitos colaterais da proposta do oponente, e, de acordo com esta técnica, questioná-lo e colocá-lo na parede a respeito destes efeitos.
Neste caso, este método de propaganda pode ser muito mais devastador aos esquerdistas do que aos direitistas.


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