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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Conservadorismo X Espiritismo

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Toda esquerda é NAZI
                                        

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Socialismo e Espiritismo, Aproximações Dialéticas

Resumo: Este artigo pretende resgatar a ala esquerda do Espiritismo, romontando-a já desde Pestalozzi, mestre de Kardec, pelo próprio fundador do Espiritismo e seus discípulos na França e no Brasil. Apesar de o movimento espírita brasileiro revelar traços conservadores, existe um Espiritismo à esquerda, cultivado na América Latina, incluindo o Brasil e que descende do Espiritismo francês, entendido como proposta social, aplicada na educação. 

Palavras-chaves: Espiritismo, socialismo, Kardec, Pestalozzi, socialistas utópicos, dialética espiritualista, educação, socialismo espírita.

Estes apontamentos pretendem apenas indicar uma vasta linha de pesquisa ainda pouco trilhada, que aponta as relações históricas e teóricas entre Socialismo e Espiritismo. Não é assunto pacífico nem para socialistas (sobretudo marxistas) nem para espíritas, mas trata-se de demonstrar que houve aproximações, diálogos e influências mútuas neste campo. Aliás, a dialética, que se propõe como método de entender as contradições e chegar a sínteses, não deveria permitir o dogmatismo ideológico que impede a aproximação do que parece, à primeira vista, paradoxal. 

Tudo começa com o mestre de Allan Kardec (Rivail), Johann Heinrich Pestalozzi, que, ao contrário da análise pouco informada de alguns, que ignoram a complexidade de sua obra e de sua trajetória, passou da crença no despotismo esclarecido a um pensamento social, que não pode ser meramente considerado burguês, pois, ao mesmo tempo, em que ele foi condecorado como membro honorário da Revolução Francesa, foi crítico dela. Em seu pensamento, (ver INCONTRI:1996), existem traços de uma dialética original – que é espiritualista, se dá na história, mas não tem o totalitarismo panteísta de Hegel ou de Fichte. Com este último, Pestalozzi manteve fecundo diálogo. 

Tendo Pestalozzi uma vasta e multifacetada obra, a interpretação a respeito é bastante controversa. Alguns o vêem como um pensador romântico, outros como típico representante do iluminismo. Mas, existe uma leitura mais à esquerda, que identifica elementos bastante originais do seu pensamento. Por exemplo, TOLLKÖTTER (s.d) estabelece comparações entre Marx e Pestalozzi, em relação ao trabalho, à sociedade e à educação. (1) SCHLEUNER (1974), faz interessante estudo comparativo entre a experiência de Pestalozzi em Stans e a experiência socialista de Makarenko. (2) 

Assim também entre os autores espíritas, já de início com o próprio Kardec, discípulo e herdeiro de Pestatalozzi, há polêmicas e diversas leituras, dependendo da lente ideológica dos estudiosos. Humberti Mariotti fala de uma “esquerda kardeciana” (HOLZMANN NETTO, 1970). 

Mas é inegável que houve confluências e influências entre Socialismo e Espiritismo. 

Em primeiro lugar, descrevamos resumidamente os fatos, para depois analisarmos algumas idéias:

Kardec era um educador preocupado com as questões sociais, que militava pela educação popular. Já, aos 24 anos de idade, escreveu o brilhante ensaio Proposta para a melhoria da Instrução Pública (ver RIVAIL, 2000) e durante décadas deu cursos gratuitos, em sua própria casa, de Química, Matemática, Astronomia, Fisiologia, Gramática… numa tentativa de democratizar o conhecimento.

Ao que parece, manteve relações com os socialistas (depois chamados de utópicos por Marx e Engels), pois em sua fase espírita, os cita constantemente, entre eles, Fourier, e Saint-Simon. (Robert Owen, por sua vez, recebeu influência de Pestalozzi, pois o visitou em Iverdon e mais tarde tornou-se adepto do Espiritismo). O pesquisador francês François Gaudin descobriu recentemente documentos ainda inéditos, revelando a parceria de Kardec com o amigo Maurice Lachâtre, conhecido socialista de tendência anarquista e editor das obras de Marx, em fascículos populares. Ambos tiveram um projeto economicamente fracassado da fundação de um banco popular, possivelmente nos moldes do que queriam os socialistas pré-marxianos e os anarquistas, como Proudhon.

O sucessor de Kardec, que liderou o movimento espírita francês até depois da Primeira Guerra Mundial, foi Léon Denis, um operário de Tours, autodidata, amigo e companheiro de Jean Jaurès, socialista espiritualista. Denis escreveu a obra Socialismo e Espiritismo, um clássico da literatura social espírita. Nesta obra, Denis relata seu profundo envolvimento com o movimento operário francês, e os conflitos entre um socialismo materialista e um socialismo espiritualista, quando da sua participação de um ciclo de conferências na Bélgica, com Volders e Oskar Beck. Volders organizou o Congresso Socialista Internacional em Bruxelas, em 1891. (Ver DENIS, 1987:38) (3) 

Na América Latina, o pensamento socialista espírita teve vários representantes. Entre eles, os argentinos Manuel S. Porteiro, que escreveu Espiritismo Dialectico, Cosme Mariño e Humberto Mariotti, autores respectivamente de Concepto Espiritista del Socialismo e Parapsicologia e Materialismo Histórico; os brasileiros Eusínio Lavigne e Souza do Prado, de tendências stalinistas, com a obra Os Espíritas e as Questões Sociais, Jacob Holzmann Netto, que participou do Movimento Universitário Espírita na década de 70 (depois abafado pela ditadura militar), com o livreto Espiritismo e Marxismo e, o maior expoente da intelectualidade espírita no Brasil, o jornalista e filósofo J. Herculano Pires, autor de Espiritismo Dialético e O Reino. 

A CRÍTICA SOCIAL EM O LIVRO DOS ESPÍRITOS 


Ao contrário da interpretação popular do Espiritismo brasileiro, nas obras de Kardec, consideradas pelos seguidores como fundamentais, não há a aceitação de um fatalismo social, determinado pela idéia da reencarnação. Sobretudo em O Livro dos Espíritos, aparecem críticas à estrutura social injusta e indicações de que é preciso transformar a sociedade, junto ao apelo constante à transformação do homem. Dentro da perspectiva evolucionista, a evolução social interage dialeticamente com a evolução individual. Como explicaria depois Herculano Pires: “Transformar o mundo pela transformação do homem e transformar o homem pela transformação do mundo. Eis a dialética do Reino, que o cristão deve seguir.” (PIRES, 1967:136)

Entre as questões levantadas por Kardec na referida obra está a da propriedade, que era, como se sabe, objeto de discussão de socialistas e anarquistas de todos os matizes. A idéia expressa em O Livro dos Espíritos vai no sentido da propriedade coletiva, com a crítica ao acúmulo de capital, que se manifesta no plano moral, como egoísmo:

“O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar? — Sim, mas deve fazê-lo em comum, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta.” (KARDEC, item 881)

Em seguida, Kardec indaga, a partir do ponto de vista liberal, que sempre defendeu a idéia de que a riqueza é uma questão de mérito (e não de injustiça) e a resposta mais uma vez é crítica. 

“A desigualdade das riquezas não tem sua origem na desigualdade das faculdades, que dão a uns mais meios de adquirir do que a outros? — Sim e não. Que dizes da astúcia e do roubo?” (KARDEC, item 801)

Em várias outras passagens há críticas ao supérfluo de uns e à miséria de outros, à criação artificial de necessidades – em suma, o que poderíamos hoje chamar de consumismo excludente:

“Há, entretanto, uma medida comum de felicidade para todos os homens? — Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.” (KARDEC, item 922) “Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome.” 

Isso apenas para introduzir brevemente algumas questões sociais tratadas por Kardec de maneira nada alienada, nem conformista. 

DIALÉTICA E ESPIRITISMO


Entretanto, o que nos interessa mais aqui é discutir a dialética, do ponto de vista filosófico, pois parece que há uma posição original a ser descrita, a partir da obra de Kardec e de seus intérpretes à esquerda.

Diz Piettre (e essa é uma posição mais ou menos generalizada a respeito) que existem duas maneiras de encarar a realidade: a do ser e a do devir. Conforme explica:

“Resumindo-se por alto a longa peregrinação do pensamento humano, pode-se dizer que sempre existiram não mais do que duas filosofias, duas maneiras de representar o mundo: a filosofia do ser e a do vir a ser (…)” (PIETTRE, 1969:27)

A filosofia clássica, de herança platônica, estaria ligada à primeira forma de percepção de mundo: o absoluto estático, a identidade permanente do Ser. A dialética, que descende de Heráclito, depois revivida por Hegel, entende a realidade como transformação permanente. O Ser não é, está sendo. No processo de ser, há um momento de negação, de não-ser. Nesta visão, a concepção trinitária de tese-antítese-síntese é a dinâmica do Ser através de contradições e superações.

Em Hegel, esta interpretação de mundo está inserida num espiritualismo panteísta em que o Ser é o próprio absoluto, que se encarna no processo histórico. Marx, como se sabe, recebeu uma forte influência da concepção hegeliana da dialética. Para Marx e Engels, a dialética que se manifesta no processo histórico é sobretudo material, sem nenhuma imanência ou transcendência espiritual. São as forças produtivas que engendram a história e o homem é, ao mesmo tempo, por ela determinado, e sujeito, capaz de transformá-la. 

Temos, assim, três posturas filosóficas aqui descritas: a espiritualista estática, com o absoluto divino e a identidade espiritual do sujeito; a dialética espiritualista (ou idealista), com a dissolução da identidade tanto do Absoluto (que está em processo de devir), quanto do sujeito individual (que se perde no todo); a dialética materialista, com a negação do absoluto e a identidade do sujeito submetida às leis da história, à identidade de classe, ao determinismo biológico e social, e, apesar disso, capaz de fazer a história.

Antes de continuar esta análise, é preciso definir bem os termos. O que significa idealismo e materialismo? A definição de Bukharin pode ser aceita por ambas as correntes:

“O materialismo considera a matéria como causa primária e fundamental; o idealismo, ao contrário, considera em primeiro lugar o espírito. Para os materialistas, o espírito é um produto da matéria; para os idealistas, ao contrário, é a matéria que é produto do espírito.” (BUKHARIN, s/d: 57)

A visão dialética (tanto a idealista, quanto a materialista) é histórica, ao passo que o espiritualismo clássico situa o ser acima da história. Isto, apesar do fato já muito discutido e estudado de que a idéia de história nasce com a tradição judaico-cristã. (4) 

A visão espírita apresenta-se como uma síntese dessas posições. Admite a identidade absoluta (e não sujeita ao devir) de Deus, como causa de todas as coisas, mas admite o devir permanente dos seres, da história, num processo dialético entre o indivídual e o coletivo. Não aceita a finalidade da história como algo pré-determinado (e nesse ponto assemelha-se ao anarquismo). Avisa Porteiro: “…não estamos nem com o individualismo, nem com o fatalismo histórico, seja este último de Santo Agostinho ou de Marx.” (PORTEIRO, 1960:141)

A questão da liberdade, aí, se põe como fundamental. Não existe um fatalismo previsível da história, porque o homem de fato faz a história e este homem não é apenas determinado socialmente, porque é espírito. Explica muito bem Mariotti:

“O Homem, para Kardec, é um espírito encarnado, que reconhecerá o seu passado histórico, à medida que ilumine sua visão e intuição espirituais. É por isso que, com a Doutrina Social Espírita, podemos falar de um homem-que-reencontra-a-história, isto é, de um homem que construirá um mundo melhor para reencontrar-se a si mesmo, segundo tenham sido seus atos para construí-lo e edificá-lo.” (MARIOTTI, 1983:29)

Evolucionismo individuado, (como classificamos em INCONTRI:2004), historicidade com liberdade coletiva e individual, dialética com visão de imanência e transcendência – assim poderíamos definir essa dialética espírita, tratada pelos autores espíritas da esquerda. 

As questões que opõem marxismo e Espiritismo se radicam em dois pontos (e em nenhum outro): o materialismo versus espiritualismo e a aceitação do uso da violência como necessidade histórica contra a renúncia ao uso de todo poder de força (mesmo em legítima defesa). Em ambos os pontos, o Espiritismo está mais próximo dos socialistas pré-marxianos e dos anarquistas cristãos, da linha de Tolstoi. 

CONTINUA>>. http://www.viasantos.com/pense/arquivo/1172.html
 

domingo, 2 de agosto de 2015

A caminho da luz apagada chico xavier.

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“A CAMINHO DA LUZ” (1939), DE CHICO XAVIER X “OS GRANDES INICIADOS” (1889), DE EDOUARD SCHURÉ – ANÁLISE E SEMELHANÇAS

Neste artigo de Eduardo José Biasetto revela-se como Jesus e seus colaboradores, segundo a mediunidade de Chico Xavier, estão mais para “Os Trapalhões” do que para “Espíritos Sábios” ou “Superiores”. Mais que isso, a fonte em que Chico se baseou para escrever “A Caminho da Luz” é finalmente revelada.

Ao fazer uma análise crítica da obra A CAMINHO DA LUZ (Chico Xavier/Emmanuel, FEB, 1939), deparei-me com duas conclusões bastante interessantes, as quais me revelaram grande dúvida (mais uma vez), no tocante à mediunidade de Chico Xavier. São elas:  

1º) Na citada obra, há uma extraordinária exaltação da figura de Jesus Cristo, indicando-o como o “grande arquiteto” do mundo terreno, tanto no aspecto da formação física/geológica do planeta, como na elaboração da vida e o processo evolutivo; bem como, o desenrolar das sociedades humanas, em todas as épocas. Achei estranho esta concepção, porque além de colocar Deus em 2º plano; assim como acontece em BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO, Jesus Cristo parece não ter certeza das consequências de seus atos, pois os projetos por Ele (e seus colaboradores) estabelecidos, acabam, normalmente, fracassando. Assim, a impressão que a narrativa do livro me traz, é a de um desejo ardente de Chico Xavier em exaltar o Divino Mestre. Entretanto, o tiro parece ter saído pela culatra, porque o Jesus Cristo mostrado no livro comete equívocos dos mais variados; 
[VVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVVV]
2º) Orientado por uma observação do Vitor Moura, pude constatar uma grande influência do livro OS GRANDES INICIADOS, do francês Édouard Schuré (1841-1929), na elaboração de A CAMINHO DA LUZ. Vitor, por sua vez, pôde detectar a influência graças às informações do moderador Paulo Dias em sua lista de discussão, a pgdelanne. A influência não é tão fácil de ser constatada, porque como o próprio Vitor me alertou, praticamente não há plágio de textos, vocábulos, mas sim de ideias. E é exatamente o que ocorre. OS GRANDES INICIADOS é um livro que procura mostrar como as “raças” humanas se distribuíram pela Terra, destacando o papel de algumas pessoas (espíritos elevados) na construção da sociedade humana. Importante indicar alguns aspectos da obra: 

- a 1ª edição é de 1889;
- a reencarnação é tema mencionado e aceito;
- há inúmeras passagens preconceituosas, do tipo “raça superior”, “raça inferior”;
- há erros de análise histórica e científicos (Biologia) na conceituação das “raças humanas”.

* porém, vale lembrar que a obra foi escrita na 2ª metade do século XIX, portanto, influenciada pelo conhecimento e a visão “quadrada” da época. 
A apresentação desta análise se faz em duas partes, vamos a elas: 

PARTE I (Informações duvidosas e imprecisas) 

De acordo com as informações de A CAMINHO DA LUZ (Chico Xavier/Emmanuel, FEB, 1939), não foi Deus que criou o mundo, mas Jesus Cristo e sua equipe. O problema é que eles parecem não ter muita competência. Acompanhe: 

1-) Sim, Ele [Jesus Cristo] havia vencido todos os pavores das energias desencadeadas; com as suas LEGIÕES DE TRABALHADORES DIVINOS, lançou o escopro da sua misericórdia sobre o bloco de matéria informe, que a Sabedoria do Pai deslocara do Sol para as suas mãos augustas e compassivas. Operou a ESCULTURA GEOLÓGICA DO ORBE TERRENO, talhando a escola abençoada e grandiosa, na qual o seu coração haveria de expandir-se em amor, claridade e justiça. Com SEUS EXÉRCITOS DE TRABALHADORES DEVOTADOS, estatuiu os regulamentos dos FENÔMENOS FÍSICOS DA TERRA, organizando-lhes o equilíbrio futuro na base dos corpos simples de matéria, cuja unidade substancial os espectroscópios terrenos puderam identificar por toda a parte no universo galáxico. ORGANIZOU O CENÁRIO DA VIDA, criando sob as vistas de Deus, o indispensável à existência dos seres do porvir. FEZ A PRESSÃO ATMOSFÉRICA adequada ao homem, antecipando-se ao seu nascimento no mundo, no custo dos milênios; ESTABELECEU OS GRANDES CENTROS DE FORÇA DA IONOSFERA E DA ESTRATOSFERA, onde se harmonizam os fenômenos elétricos da existência planetária, e EDIFICOU AS USINAS DE OZONE A 40 E 60 QUILÔMETROS DE ALTITUDE, para que filtrassem convenientemente os raios solares (…) Definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura… [Páginas 21 e 22] 

Comentário: Os primeiros capítulos do livro informam que Jesus Cristo e uma equipe de trabalhadores devotados (espíritos evoluídos), estiveram na Terra, deve ser há uns 4 bilhões de anos (não imaginei que Jesus fosse tão velho!), arrumando o planeta para a manifestação da vida. Eles (Jesus e seus exércitos!) prepararam desde as condições físicas, geológicas, químicas, até as condições biológicas, que permitiriam a manifestação da vida em todas as formas e variedades. Aquela história de Deus criando o “mundo” em 7 dias já era de vez! (Bem, eu não acreditava mesmo!).

Não há informações, de como Jesus Cristo e seus auxiliares “construíram” o planeta. Por que eles escolheram as tais “placas tectônicas”, é algo que os japoneses provavelmente gostariam de saber, afinal de contas, conhecem bem as consequências de um terremoto. Deveriam mandar a conta pra Jesus e sua equipe. 

2-) Sob a orientação misericordiosa e sábia dos Cristo, laboravam na Terra numerosas assembleias de operários espirituais.

Como a engenharia moderna, que constrói um edifício prevendo os menores requisitos de sua finalidade, os ARTISTAS DA ESPIRITUALIDADE edificavam o mundo das células iniciando, nos dias primevos, a construção das formas organizadas e inteligentes dos séculos porvindouros.

O IDEAL DA BELEZA foi a sua preocupação dos primeiros momentos, no que se referia às edificações celulares das origens. (…) Milhares de anos foram precisos aos OPERÁRIOS DE JESUS, nos serviços da elaboração paciente das formas. [Páginas 25 e 27] 

Comentário: Vejam, mais uma vez, que foi Jesus e seus operários, os responsáveis pela “construção das formas organizadas e inteligentes”, inclusive houve grande preocupação com o “ideal da beleza”. Portanto, apreciar a beleza não é pecado coisa nenhuma, porque Jesus e seus comandados se preocuparam com a beleza das formas. (Met-Art está liberada!) 

3-) Seus condutores conheciam as elevadas finalidades da vida. Lembravam-se vagamente das promessas do Senhor, anteriores à sua reencarnação para os trabalhos do penoso degredo. [se refere aos degredados da Capela] A prova disso é que eles abraçaram todos os grandes missionários do pretérito, vendo neles os avatares do ser Redentor. [se referindo a líderes como Buda] (…) Mas, como se a questão fosse determinada por um doloroso atavismo psíquico, o povo hindu, embora as suas tradições de espiritualidade, deixou crescer no coração o espinho do orgulho que, aliás, dera motivo ao seu exílio na Terra. [Página 53] 

Comentário: O livro informa que muitos espíritos foram degredado à Terra, vindos de Capela, na Constelação do Cocheiro. Estes espíritos, apesar de cultos, ainda eram muito egoístas, orgulhosos, por isso foram punidos e reencarnaram em nosso planeta. Há várias passagens, indicando que eles reencarnaram em lugares distintos, como no Egito antigo, na Índia, na China… O problema é que estes espíritos tinham sido orientados por Jesus Cristo para ajudarem os espíritos terrenos a progredirem. Só que como é mencionado no trecho acima, muitos desses espíritos falharam. É complicado como o plano espiritual planeja algo, mas quando vem a prática, tudo falha! Aquela ideia do Deus Onisciente, também já era. Nem Deus, nem Jesus Cristo sabem o que vai acontecer. Não estou blasfemando, está no livro….

4-) Quarenta anos no deserto representaram para aquele povo [os hebreus] como que um curso de consolação da sua fé, contagiosa e ardente.

SEGUIU-LHE JESUS TODOS OS PASSOS, assistindo-o nos mais delicados momentos de sua vida e foi ainda, sob o pálio da sua proteção, que se organizaram os reinos de Israel e de Judá, na Palestina. (…) O judaísmo, saturado de orgulho, não conseguiu compreender a ação do celeste emissário. Apesar da crença fervorosa e sincera, Israel não sabia que toda a salvação tem de começar no íntimo de cada um e, cumprindo as profecias de seus próprios filhos, conduziu aos martírios da cruz o divino Cordeiro. [Páginas 68 e 71] 


Comentário: O livro mostra que Jesus acompanhou todos os povos da Terra, nos momentos mais difíceis. No caso acima, se refere ao Êxodo, indicando que esteve sempre presente na vida dos judeus, auxiliando-os. Em troca, recebeu a crucificação, que também foi influenciada pelas atitudes dos judeus. Jesus Cristo não é reconhecido pelos judeus como Messias, o Salvador. Quer dizer: ajudou os caras e ganhou isto! Fazer o quê? 


5-) Numerosos Espíritos reencarnaram com as mais altas delegações do plano invisível. Entre esses missionários, veio aquele que se chamou Maomet, ao nascer em Meca no ano 570. (…) Maomet, contudo, pobre e humilde no começo de sua vida, que deveria ser de sacrifício e exemplificação, torna-se rico após o casamento com Khadidja e não resiste ao assédio dos Espíritos da Sombra, traindo nobres obrigações espirituais com as suas fraquezas. (…) É por essa razão que o missionário do Islã deixa entrever, nos ensinos, flagrantes contradições. [Página 150] 

Comentário: Estava tudo certo para Maomet reencarnar e ser um grande missionário do Cristo. Porém, ele se casou, ficou rico e aí a coisa complicou. As riquezas e a vida conjugal desviaram ele do caminho planejado… Que pena hein!!! 

6-) O Cristo localiza, então, na América as suas fecundas esperanças. O século XVI alvorece com a descoberta do novo continente, sem que os europeus, de modo geral, compreendessem, na época, a importância de semelhante acontecimento. As riquezas fabulosas da Índia deslumbram o espírito aventureiro daquele tempo, e as testas coroadas do Velho Mundo não entenderam a significação moral do continente americano.

OS OPERÁRIOS DE JESUS, porém, abstraídos da crítica ou do aplauso do mundo, cumprem os seus grandes deveres no âmbito das novas terras. Sob a determinação superior, organizam as linhas evolutivas das nacionalidades que aí teriam de florescer no porvir. (…) localizando o cérebro da nova civilização no ponto hoje se alinham os Estados Unidos da América do Norte, e o seu coração nas extensões da terra farta e acolhedora onde floresce o Brasil, na América do Sul. Os primeiros guardam os poderes materiais; o segundo detém as primícias dos poderes espirituais, destinadas à civilização planetária do futuro. [Página 173] 

Comentário: Nesta passagem do livro, confirma-se o que foi dito pelo “espírito” Humberto de Campo, em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, quando se menciona que Jesus Cristo e sua equipe de espíritos evoluídos, foram responsáveis pela “descoberta” e colonização da América, destacando o papel do Brasil, como a “Pátria do Evangelho”. Eu só queria saber quando isto, de fato, vai acontecer, porque o nosso país, infelizmente, deixa muito a desejar, especialmente no que diz respeito à justiça social. Mais uma vez, o que Jesus Cristo e seus colaboradores planejaram, falhou! 

7-) O humilde soldado corso, destinado a uma grande tarefa na organização social do século XIX, não soube compreender as finalidades da sua grandiosa missão. Bastaram as vitórias de Árcole e de Rívoli, com a paz de Campoformio, em 1797, para que a vaidade e a ambição lhe ensombrassem o pensamento. [Página 192] 

Comentário: O espírito de Napoleão Bonaparte veio ao mundo terreno com a “grande tarefa social”, mas se deixou levar pela vaidade e ambição. Quer dizer: era pra ser bonzinho, mas virou um bad boy! Não dá pra entender: tudo que os espíritos sábios planejam no elevado plano espiritual, não se concretiza aqui na Terra. 

PARTE II – A influência de OS GRANDES INICIADOS sobre A CAMINHO DA LUZ: 


QUADRO I.
OS GRANDE INICIADOS (P. 6 e 15) – Os templos da Índia e do Egitoconservavam cifras e tradições sumárias destas civilizações desparecidas. Em nosso ciclo, é a raça branca que domina e se avaliarmos a provável antiguidade daÍndia e do Egito, poderemos deduzir que sua preponderância data de sete ou oito mil anos.
Remontando à corrente semítica, por meio de Moisés chegamos ao Egito, cujos templos possuíam, segundo Maneton, uma tradição de 30 mil anos. E pela corrente ariana atingimos a Índia, onde se desenvolveu a primeira grande civilização que resultou de uma conquista da raça branca. A Índia e o Egito foram as duas grandes matrizes das religiões Possuíram o segredo da iniciação. 
A CAMINHO DA LUZ (P. 49 e 57) – As organizações hindus são de origem anterior à própria civilização egípcia e antecederam de muito os agrupamentos israelitas…
Se as civilizações hindu e egípcia definiram-se no mundo em breves séculos, o mesmo não aconteceu com a civilização ariana, que is iniciar na Europa os seus movimentos evolutivos. 
QUADRO II 
OS GRANDES INICIADOS (P. 42) – O que a epopéia hindu não nos revela é o profundo mistério da mistura das raças e a lenta fermentação das ideias religiosas, que trouxeram profundas mudanças para a organização social da Índia védica.  (…) A separação das castas, na época primitiva, não era muito rigorosa, e grandes misturas ocorreram entre os povos. (…) O prodígio foi que, apesar dessa mestiçagem, as ideias dominantes na raça branca conseguiram se manter no vértice dessa civilização, através de tantas revoluções.
 A CAMINHO DA LUZ (P. 50 e 53) – O pensamento moderno é o descendente legítimo daquela raça de pensadores, que se organizou nas margens do Ganges, desde a aurora dos tempos terrestres, tanto que todas as línguas das raças brancas guardam as mais (…)
Em breve, a organização das castas separava as suas coletividades para sempre. Essas castas não se constituíam num sentido apenas hierárquico, mas com a significação de uma superioridade orgulhosa e absoluta. 
QUADRO III 
OS GRANDES INICIADOS (P. 93) – Nossos historiadores falam dos faraós no mesmo tom com que se referem aos déspotas de Nínive e de Babilônia. Para eles, o Egito é uma monarquia absoluta e conquistadora como a Assíria, só diferindo dela por ter durado alguns milhares de anos a mais. Teriam levado em consideração que na Assíria a realeza esmagou o sacerdócio fazendo dele seu instrumento, enquanto no Egito o sacerdócio disciplinou a realeza, e jamais abdicou, mesmo nas piores épocas, impondo-se aos reis, expulsando os déspotas, governando sempre a nação? E isto, por uma superioridade intelectual, por uma sabedoria profunda e oculta, que nenhum corpo docente em qualquer país ou qualquer tempo. 
A CAMINHO DA LUZ (P. 41 e 42) – Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacavam na prática do Bem e no culto da Verdade. Em virtude das circunstâncias mencionadas, os egípcios traziam consigo uma ciência que a evolução da época não comportava. 
QUADRO IV 
OS GRANDES INICIADOS (P. 130 e 163) – Moisés, iniciado egípcio (…) teve a audácia de fazer do mais alto princípio da iniciação o dogma único de uma religião nacional, e a prudência de revelar suas consequências somente a um pequeno número de iniciados, impondo-o à massa pelo temor. Além disso, o profeta do Sinai evidentemente teve visões longínquas que ultrapassavam de muitos os destinos de seu povo.
Ao redor do profeta que comanda esse povo há um grupo de sacerdotes (…) Com eles, setenta chefes eleitos ou iniciados leigos comprimem-se em torno do profeta de Iavé, o qual lhes confiará sua doutrina secreta e sua tradição oral, que lhes transmitirá uma parte de seus poderes, associando-os, às vezes, a suas inspirações e suas visões. 
A CAMINHO DA LUZ (P. 66) – Sem procurarmos os seus antepassados, anteriores a Moisés, vamos encontrar o grande legislador hebreu saturando-se de todos os conhecimentos iniciáticos, no Egito antigo, onde o seu espírito recebeu primorosa educação (…)
Moisés, na sua qualidade de mensageiro do Divino Mestre, procura então concentrar o seu povo para a grande jornada em busca da Terra da Promissão.Médium extraordinário, realiza grandes feitos ante os seus irmãos e companheiros maravilhosos. 
QUADRO V 
OS GRANDES INICIADOS (P. 324, 327, 330 e 331) – Foi nessa época que Platão encontrou Sócrates, que discutia com os jovens nos jardins da Academia. Ele falava sobre o Justo e o Injusto, sobre o Belo, o Bom e o Verdadeiro.
Aquele homem mostrou-lhe a inferioridade da beleza e da glória tal como as concebera até então, diante da beleza e da glória da alma em ação (…)
As duas principais acusações contra Sócrates foram: corromper a mocidade e não crer nos deuses (…)
Eu creio mais nos deuses do que qualquer um de meus acusadores. É tempo de nos deixarmos. Eu, para morrer, e vós, para viverdes. Quem de nós fica com a melhor parte? Ninguém o sabe, exceto Deus. 
A CAMINHO DA LUZ (P. 94 e 95) – Sócrates é acusado de perverter os jovens atenienses, instilando-lhes o veneno da liberdade nos corações.
– “Sócrates, Sócrates, os juízes te condenam à morte…”
– “Que tem isso? (…) eles também estão condenados pela Natureza.”
(…)
Falaremos, apenas, deste último [Platão], para esclarecer que nenhum deles soube assimilar perfeitamente a estrutura moral do mestre inesquecível. 
Observação: As passagens deste quadro podem ser criticadas, pois o que aqui se informa é de conhecimento histórico tradicional. Porém, pra quem ler as duas obras, poderá verificar que a sequência dos temas abordados são bem semelhantes. No livro OS GRANDES INICIADOS, Sócrates é elogiado por suas virtudes e, em seguida, fala-se muito de Platão. No livro A CAMINHO DA LUZ, o texto segue a mesma direção. Observem alguns temas abordados nos dois livros: 
OS GRANDES INICIADOS
A CAMINHO DA LUZ
As raças humanas e as origens da religião
As raças adâmicas/Origens das raças brancas
As primeiras organizações religiosas
A Índia e a iniciação brâmane
A Índia/A organização hindu
Os mistérios do Egito
A civilização egípcia/A ciência secreta
Moisés – A missão de Israel
O povo de Israel / Moisés
Pitágoras / Sócrates / Platão
A Grécia e a missão de Sócrates
Mais uma vez ficam as seguintes indagações: 
- Chico Xavier era médium? Então, por que outro livro que ele disse ter recebido do plano espiritual, apresenta erros ou informações muito duvidosas e, além disso, semelhanças com outra obra?
- Se o Chico era médium, por que Emmanuel, um espírito sábio, errou nas informações que passou a ele e/ou se deixou influenciar pelas informações de outra obra?
O que você acha?

FONTE: http://obraspsicografadas.org/

sábado, 1 de agosto de 2015

Argumentos da medicina contra o ABORTO!

gravidez, uma abordagem imunológica
http://evunix.uevora.pt/~sinogas/TRAB...

COMO O SISTEMA IMUNE DA MÃE ‘ENXERGA’ A GESTAÇÃO
Para que uma gestação de sucesso ocorra, é importante que o sistema imune materno reconheça o feto, sem rejeitá-lo e induza uma resposta imunológica de aceitação, gerando um ambiente essencial para uma boa evolução da gravidez. A relação harmoniosa entre mãe e filho envolve a interação de aspectos da imunologia celular e humoral (através das citocinas e anticorpos) assim como de outros componentes. Existem vários mecanismos protetores que modulam a resposta imune materna ao feto e garantem a sua aceitação, como por exemplo: (1) a presença da placenta (tecido de origem fetal) que isola fisicamente e imunologicamente 
https://pt-br.facebook.com/Trombofili...



Hormõnis da Gavidez
http://bebe.abril.com.br/materia/horm...

Hormônio beta-HCG, para saber se está grávida
Hormônio progesterona, a responsável pelos enjoos
Hormônio progesterona, a responsável pelos enjoos[ndices até 30 vezes superiores]
Prolactina: hormônio do leite a caminho e mais lactogênio placentário

https://twitter.com/revistacalibre

terça-feira, 30 de junho de 2015

Os Evolucionistas Não Gostam Disso

[Frank Turek, um dos autores do clássico Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, resenhou o novo livro de Stephen Meyer, Darwin’s Doubt (a Dúvida de Darwin). O livro expõe o fracasso da hipótese darwinista e dos mecanismos por ela propostos para explicar a origem de novos planos corporais e a suposta história da vida do ponto de vista evolucionista. O fracasso é explicitado mesmo ao considerar um cenário protegido por parâmetros da própria teoria da evolução, já que a tese do livro não leva em conta, por exemplo, críticas à interpretação básica darwinista que toma a coluna geológica como “sinônimo” de  “milhões e milhões de anos” de suposta macroevolução biológica, pressuposição afastada pelo criacionismo bíblico. Se levasse isso também em conta, o que restaria das especulações de Darwin? Segue a resenha.]

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Darwin’s Doubt (a Dúvida de Darwin) — o mais novo bestseller do New York Times —, escrito por Stephen Meyer (Ph.D. por Cambridge), está criando grande controvérsia científica. Os darwinistas não gostam disso.

Meyer escreve sobre a complexa história de novas formas de vida num estilo de narrativa fácil de entender. Ele conduz o leitor numa viagem desde Darwin até hoje, enquanto tenta descobrir a melhor explicação sobre como os primeiros grupos de animais surgiram. Meyer mostra, de forma convincente, que os mecanismos darwinianos não têm o poder de fazer o trabalho.

Usando a mesma abordagem de investigação forense que Darwin usou mais de 150 anos atrás, Meyer investiga a dúvida central que Darwin teve sobre sua própria teoria. Ou seja, a de que o registro fóssil não continha a composição de formas intermediárias que sua teoria de mudança evolutiva gradual necessitava. No entanto, Darwin previu que descobertas futuras iriam confirmar a teoria.


Meyer aponta que as descobertas  não confirmaram a expectativa de Darwin. Temos pesquisado minuciosamente o registro fóssil desde Darwin e confirmado aquilo que Darwin viu originalmente: o aparecimento abrupto e descontínuo das primeiras formas de vida animal complexa. Na verdade, os paleontólogos agora consideram que cerca de 20 dos 28 filos animais (representando distintos “planos corporais” animais) encontrados no registro fóssil aparecem abruptamente, sem antepassados, ​​em um evento geológico dramático chamado de Explosão Cambriana.

E descobertas adicionais desde Darwin têm tornado as coisas ainda piores para sua teoria. Darwin não sabia, por exemplo, sobre o DNA ou a informação digital que ele contém e que torna a vida possível. Ele não poderia ter avaliado, portanto, que a construção de novas formas de vida animal exigiria milhões de novos caracteres de código precisamente sequenciados — que a explosão cambriana foi uma maciça explosão de novas informações.

Para que o moderno neodarwinismo sobreviva, deve haver um mecanismo natural não guiado que possa criar informação genética e, em seguida, acrescentá-la maciçamente, com precisão e dentro do tempo permitido pelo registro fóssil. Existe um mecanismo desse tipo?

A resposta a essa pergunta é a chave para a teoria de Meyer e para o livro inteiro. Meyer mostra que o mecanismo padrão “neodarwinista” de mutação e o mecanismo de seleção natural não têm o poder criativo para produzir as informações necessárias para a produção de novas formas de vida animal. Ele também analisa as várias especulações pós-darwinistas que os próprios biólogos evolucionistas estão propondo para substituir o edifício darwinista em desmoronamento. Nenhuma delas sobrevive ao escrutínio. Não só não existe nenhum mecanismo natural conhecido que possa criar a nova informação necessária para novas formas de vida, como não há nenhum mecanismo natural conhecido que possa também criar o código genético para a primeira vida (tema que foi objeto do livro anterior de Meyer, Sgnature in the Cell, Assinatura na Célula).

Quando Meyer sugere que um designer inteligente é a melhor explicação para a evidência em mãos, os críticos o acusam de ser anticientífico e de pôr em risco a liberdade sexual em todos os lugares (tudo bem, eles não afirmam explicitamente essa última parte). Eles também afirmam que Meyer comete a falácia do “Deus das lacunas”.

Mas ele não o faz. Como Meyer mesmo mostra, ele não está interpretando a evidência com base no que nós não sabemos, mas no que nós de fato sabemos. O surgimento geologicamente súbito de animais totalmente formados e milhões de linhas de informação genética apontam para inteligência. Ou seja, nós não apenas carecemos de uma explicação materialista para a origem da informação. Nós temos evidência positiva de nossa própria experiência uniforme e repetida de que outro tipo de causa, ou seja, a inteligência ou a mente, é que é capaz de produzir informação digital. Assim, ele argumenta que a explosão de informação no período Cambriano fornece evidências desse tipo de causa agindo na história da vida animal (assim como qualquer frase escrita por um dos críticos de Meyer é uma evidência positiva para um ser inteligente).

Essa inferência a partir dos dados não é diferente das inferências que os arqueólogos fizeram quando descobriram a Pedra de Roseta. Não foi uma “lacuna” em seu conhecimento sobre as forças naturais que os levou àquela conclusão, mas o conhecimento positivo de que inscrições requerem autores inteligentes.

É claro que qualquer crítico poderia refutar a tese inteira de Meyer demonstrando como forças ou mecanismos naturais podem gerar a informação genética necessária para construir a primeira vida e, em seguida, novas quantidades maciças de informação genética necessárias para novas formas de vida animal. Mas eles não conseguem e dificilmente tentam isso sem assumir aquilo que estão tentando provar (ver o Capítulo 11). Em vez disso, os críticos tentam infamar Meyer, afirmando que ele está fazendo “pseudociência” ou ciência nenhuma.

Bem, se Meyer não está fazendo ciência, então nem Darwin o estava (ou nenhum darwinista hoje). Meyer está usando o mesmo método científico forense ou histórico que o próprio Darwin usou. Isso é tudo que pode ser usado. Uma vez que essas são questões históricas, um cientista não pode ir para o laboratório a fim de repetir e observar a origem e a história da vida. Os cientistas devem avaliar as pistas deixadas para trás e, então, fazer uma inferência para a melhor explicação. Será que a nossa experiência repetida nos diz que mecanismos naturais têm o poder de criar os efeitos em questão ou é necessário inteligência?

Meyer escreve: “o neodarwinismo e a teoria do design inteligente não são dois tipos diferentes de investigação, como alguns críticos têm afirmado. Eles são duas diferentes respostas — formuladas usando lógica e método de raciocínio semelhantes — para a mesma pergunta: “O que causou as formas biológicas e a aparência de design na história da vida?”

A razão pela qual os darwinistas e Meyer chegam a respostas diferentes não é porque há uma diferença em seus métodos científicos, mas porque Meyer e outros defensores do Design Inteligente não se limitam a causas materialistas. Eles são abertos também a causas inteligentes (assim como arqueólogos e investigadores de cenas de crime o são).

Portanto, este não é um debate sobre evidência. Todo mundo está olhando para a mesma evidência. Este é um debate sobre como interpretar as evidências, e que envolve compromissos filosóficos sobre que causas serão consideradas possíveis antes de olhar para as evidências. Se você filosoficamente descartar causas inteligentes de antemão, como os darwinistas o fazem, você nunca vai chegar à verdade se um ser inteligente for o responsável.

Uma vez que todas as evidências precisam ser interpretadas, a ciência não diz, de fato, nada, os cientistas é que o fazem. Então, se certos autonomeados sacerdotes da ciência dizem que uma teoria particular está fora dos limites de seu próprio dogma científico, isso não significa que essa teoria seja falsa. A questão é a verdade, e não se algo se encaixa na definição materialista da ciência.

Tenho certeza de que darwinistas continuarão a atirar lama sobre Meyer e seus colegas. Mas isso não vai fazer a menor diferença em sua observação de que sempre que vemos uma informação como essa necessária para produzir a explosão cambriana, a inteligência é sempre a causa. Na verdade, eu prevejo que quando as pessoas de mente aberta lerem a Dúvida de Darwin, elas verão que o Dr. Meyer faz uma defesa  muito inteligentemente planejada de que o Design Inteligente é realmente verdade. É só uma pena que muitos darwinistas não estejam abertos para a verdade — eles não são nem mesmo “mente aberta” o suficiente para duvidar de Darwin, tanto quanto era o próprio Darwin.

Fonte: Frank Turek (Townhall)
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Existe um novo livro em torno da teoria da evolução que está a receber muita atenção – e merecidamente. O livro chama-se “Darwin’s Doubt” (A Dúvida de Darwin), escrito por Stephen Meyer. Se por acaso vocês estão familiarizados com o tópico, o subtítulo é bastante inteligente – “The Explosive Origin of Animal Life and the Case for Intelligent Design” [A Origem Explosiva da Vida Animal e o Argumento em Favor do Design Inteligente].

Este livro não é um livro insignificante escrito por um “fundamentalista retrógrado e obscurantista” mas sim um livro publicado pela HarperCollins e escrito por um homem que obteve o seu Ph.D. em Cambridge. Este livro de 500 páginas ilustrado facilmente desbravou caminho até se colocar no 7º lugar na “New York Times Bestseller List”.

Tive o privilégio de levar a cabo uma entrevista com o Dr. Meyer do “Discovery Institute” no meu programa de rádio da semana passada. Nele, Meyer afirmou que “O título do livro revela toda a história. No livro eu revelo a história duma dúvida que Darwin teve em relação à sua própria teoria.” A dúvida centra-se no que é conhecida como a Explosão Cambriana.

Há cerca de 10 anos atrás, a revista Time tinha uma capa numa das suas publicações onde se falava na Explosão Cambriana. A este evento eles derem o nome de “O Big Bang da Biologia”. Os geólogos colocam o período Câmbrico, que eles afirmam ter ocorrido há cerca de 500 milhões de anos atrás, sete camadas antes do Período Jurássico (de onde vem o nome do filme “Parque Jurássico”).

Meyer explica:

A Explosão Cambriana refere-se a aparência geologicamente súbita ou abrupta dos grupos maiores de animais cedo no registo fóssil, num período que os geólogos chamam de Cambriano.

A palavra chave é “abrupta”.

No seu livro clássico, “On the Origin of the Species,” Darwin escreveu, “Se se puder demonstrar que qualquer órgão complexo em existência não pode ser formado através de modificações leves, numerosas e sucessivas, a minha teoria seria totalmente desfeita. Mas eu não consigo encontrar qualquer órgão desse tipo.”

Mas Mayer afirma que Darwin estava ciente do período Cambriano – “inicialmente identificado como Siluriano” (“Darwin’s Doubt,” p. 6). Diz Meyer:

Isto era um desafio à sua teoria uma vez que ele antecipava que o mecanismo da selecção natural, agindo sobre as mutações aleatórias, teriam que trabalhar de uma forma bem lenta e gradual. Ele pensava que as variações seriam lentas, minuciosas e incrementais. Se elas fossem. E isso precisaria de bastante tempo.

Como ressalvado, Darwin estava ciente da Explosão Cambriana mas nutria a esperança de que futuras descobertas fossem, de alguma forma, anular o significado do Cambriano. No entanto, isso não aconteceu. Meyer disse o seguinte aos ouvintes:

O que vemos no registo fóssil é o aparecimento abrupto destas formais animais. Darwin teve conhecimento de algumas destas formas de vida, mas antecipou, ou esperou, que futuras gerações de caçadores de fósseis e paleontólogos viessem a descobrir os precursores ancestrais destas formas de vida nas camadas pré-Cambrianas inferiores.

O que foi que aconteceu desde que o seu livro “Origins” foi inicialmente publicado em 1859? “De facto,” diz Meyer, “o que aconteceu foi que mais e mais animais Cambrianos foram entretanto descobertos, a maioria dos quais continuando a não ter formas ancestrais. E como tal, nós temos este padrão de aparecimento abrupto e descontínuo que contrasta com a imagem da história da vida, que Darwin esboçou como sendo o efeito dum desdobrar gradual e lento.”

O problema para o Darwinismo não são só os fósseis. Os assim-chamados “elos perdidos” continuam perdidos. Mas Meyer ressalva também:

É o problema profundo de ter que descobrir um mecanismo que explica a vida animal complexa, especialmente à luz das coisas que descobrimos nos últimos 50 ou 60 anos na Biologia em torno da importância da informação – código digital e outras formas de informação que são armazenadas no ADN e em outras partes da célula.

Isto é como a ciência da computação. Se queremos que o nosso computador tenha uma nova função, temos que inserir uma grande quantidade de novas linhas de código, novas instruções. Se queremos construir estas formas animais complexas, sabemos hoje que precisamos de informação, e instruções. E essa é a questão crucial que está a gerar um impasse na teoria da evolução. 
De onde vem essa informação?

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